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riscos_e_rabiscos

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{ ainda do Dia do Pai: havia necessidade? }

Assim a frio, no rescaldo do Dia do Pai, questiono-me:

 

Havia necessidade de escarrapachar pelas redes sociais afora fotos dos paizinhos com os seus filhotes de forma explícita, mostrando as caras?

 

Ele é filhos e filhas a dar abracinhos ou beijinhos ao papá (mas nunca ao contrário). Depois não se queixem disto e daquilo. Pessoalmente não concordo nada com isto. A sentir necessidade de mostrar uma ligação com o meu filho (que não tenho), porque não uma foto das mãos dadas, por exemplo?

 

Questiono-me ainda: quantos daqueles pais não estão ali só para a foto? Para mostrar aos outros (sim, porque muita gente funciona segundo o que os outros pensam) que amam muitos os seus filhos mas que fora deste dia não têm cinco minutos para brincar com eles, ler um livro, estar abraçadinhos a ver TV, por exemplo. Ou só estar, sem fazer nada, só dar beijinhos e abracinhos. Parece-me que o tablet é, neste momento, o pai ou mãe das nossas crianças porque educar dá trabalho, mimar não temos tempo e dar atenção muito menos.

 

Amem, mimem e deliciem-se com os vossos filhos porque eles merecem!

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E quem disse que não é bom?

E quem é que não gosta de receber? E de dar? Não estou a falar de presentes. Estou a falar de beijos! Hoje é o Dia Mundial do Beijo! É o dia dos afectos, do carinho da partilha de algo único e pessoal. Já beijei e fui beijada hoje. Pelos meus meninos e pelo meu Bóbi. E eu retribui. Só me falta dar o meu melhor beijo ao meu N. Mas hoje, só à distância. Lá terei de me vingar no fim-de-semana! Hihihi!

 

 

 Aqui vai uma beijoca para vocês também... chuac!{#emotions_dlg.lips}

Ainda Há Coisas Boas Na Vida.

Às vezes, sem esperarmos, ainda somos surpreendidos pela positiva. Às vezes nem é preciso nada de especial, basta um gesto, uma palavra ou uma acção despretenciosa.

 

Ao falar com a mãe de uma das minhas crianças, numa conversa informal, acabei por descobrir qual é a opinião acerca do meu trabalho na escola. Devo confessar que fiquei surpreendida. Não que eu desconheça o meu valor. Mas porque geralmente só se fala de alguém pelas coisas negativas e raramente se exalta alguém pelas coisas boas que faz. Quando é para se apontar o dedo, surgem todos os dedos do universo mas quando é para valorizar...

 

Descobri, então, que me achavam uma excelente professora, assim, por dá cá aquela palha. Sem graxas ou pretenciosismos. Apenas em conversa. Claro que fiquei muito contente. Porque é da praxe dizer mal dos professores, já é moda, seja verdade ou não. Os professores não podem ter uma falha humana que são logo estraçalhados em praça pública. Mas dar-lhes o devido valor, reconhecer o seu trabalho? Quantas vezes vemos ou ouvimos falar disso?

 

Entrei na sala para começar mais uma aula. O M. estende-me o braço com um saquinho e diz-me "é para si, teacher...". Segurei no saquinho e perguntei "para mim?", enquanto dava várias beijocas no miúdo (um beijo nunca fez mal a ninguém e os meus alunos são muito beijarocados por mim). "Ó teacher, não é nada de especial... fui eu que fiz", disse-me o M. com alguma modéstia e timidez. "Precisamente por isso é que este presente ainda é mais valioso para mim, M." respondi eu, ao mesmo tempo que abria o presente.

 

Ao abrir o saquinho, retirei de lá uma moldura feita com molas pelo M. e cuja foto era a imagem da Sininho pintada pelo miúdo. Fiquei muito sensibilizada por esta acção, por o miúdo se ter lembrado de mim, por me ter dedicado um pouco do seu tempo aquando da feitura da moldura. Geralmente é ao contrário. Mas nem me posso queixar. Há muitas crianças que gostam de me oferecer desenhos, florinhas, autocolantes, entre outras coisas. Aceito-as sempre e guardo-as com muito carinho.

 

E são estas coisas que valem a pena na vida, que nos dão ânimo, e força para ir em frente.

 

Cherish the Love

                     

 

Para mim a amizade é algo muito importante. Já me viram dizer muitas vezes que, na minha opinião, precisamos todos muito uns dos outros.

 

A amizade tem que ser um sentimento altruísta. Dar tudo sem esperar nada em troca. Ajudar o outro como se de si mesmo se tratasse. É estar ao lado mesmo que a distância os separe. É dar a mão e fazer sentir que estamos ali para o que der e vier, ainda que não concordemos com atitudes e decisões. É limpar as lágrimas proferindo palavras de esperança. É afagar e aconchegar quando a vida se desmorona. É dar um passou quando o amigo não o consegue dar e precisa. É abdicar dos nossos problemas para ouvir e ajudar a encontrar soluções para os dos nossos amigos. É partilhar alegrias e tristezas.

 

O amigo é o irmão que nós escolhemos, é o irmão do coração. Muitas vezes gostava de poder fazer mais por eles, de, num estalar de dedos, solucionar situações difíceis. Mas isso é impossível. Resta-me estar sempre à disposição, largando tudo para acorrer a eles, quando sou solicitada.

 

Já o fiz muitas vezes. E aquilo que vejo, neste momento, é que a vida da maior parte dos meus amigos está numa fase de crise. Quase todos eles. Pese embora a sua aparente felicidade, ao que sei, isto é apenas uma “máscara” para ocultar a tristeza, para evitar perguntas, para não revelar fraquezas aos filhos, à família, no emprego. Quem não usou já uma “máscara” destas?

 

É dilacerante ver-se os nossos amigos no “fundo do poço”: a amiga que foi apanhada numa situação amorosa que revolucionou toda a sua vida negativamente e tendo um forte impacto na família; ver uma crise matrimonial de uma amiga que constituía o par que jamais conseguiria viver um sem o outro; acompanhar o fim de um casamento castrador e que, se calhar, não deveria ter acontecido; assistir a uma dualidade amorosa e a consequente obrigatoriedade de escolha; ao terrorismo psicológico a um ser inexperiente, perpetrado por um pseudo-qualquer-coisa.

 

Vocês, meus amigos, mais recentes ou mais antigos, podem sempre contar comigo. Estou aqui para vos ouvir atentamente e estudar, em conjunto, soluções para as agruras da vida. Nunca se esqueçam que eu vos ADORO!